MAQUINAÇÕES BH

Artistas, máquinas e a invenção do cotidiano

Segunda edição da coletiva Maquinações (Gambiólogos 3.1), a exposição propõe uma reflexão sobre a criação e uso de máquinas por artistas. Os participantes são criadores de engenhocas não-necessariamente funcionais e atuam na intersecção entre arte, ciência, tecnologia e vida.

Curadoria: Fred Paulino

Local: Galeria GTO – Sesc Palladium – Belo Horizonte
Data: 10/10 a 23/12/2018

Artistas participantes


Abraham Palatnik • Azucena Losana • Colectivo Armatoste • Daniel Herthel • Ganso • Guto Lacaz • Juliana Porfírio & Neville D’Almeida • Milton Marques • Motta & Lima • Paulo Nenflídio • Peter Fischli & David Weiss • Sara Lana • Xande Perocco • Zaven Paré

ARTISTAS, MÁQUINAS E A INVENÇÃO DO COTIDIANO

Até meados dos anos 1980, a criação em arte eletrônica era baseada em trabalhos que operavam sobre plataformas analógicas – desde os televisores, antenas e suas transmissões até as mídias analógicas de gravação, como as fitas cassete ou Betamax.

A partir da década de 1990, essa produção passa a operar majoritariamente sobre o ambiente digital. A digitalização do audiovisual, junto à universalização dos computadores e do acesso à internet, fazem migrar essa produção quase integralmente para o mundo binário e, mais recentemente, para o ambiente da computação móvel.

No entanto, em pleno 2018, após o boom da internet e em meio ao caos das redes sociais, há artistas que, mesmo incorporando a tecnologia em seus trabalhos, têm demonstrado um interesse cada vez maior no uso de soluções analógicas, mecânicas, improvisadas e de baixo custo. São criadores que desenvolvem obras tecnológicas em ambiente offline, não algorítmico, “desvirtual”. Não abrem mão de atuar sobre os aparatos técnicos (e jogar com os mesmos), mas propõem novas possibilidades sobre o seu uso, muitas vezes subvertendo a própria função dos componentes originais. De certa maneira, eles apostam na interação, e não na interatividade, e, com isso, sugerem uma lida mais humana com a tecnologia.

Esses “inventistas” atuam na interseção entre arte, ciência, tecnologia e vida. Transformam seus ateliês em oficinas, suas oficinas em laboratórios, seus laboratórios em extensão do seu viver. A partir da (des)construção de engenhocas, sistemas inexatos, traquitanas com ou sem utilidade, eles estimulam a simbiose humana com a técnica e apresentam uma arte sem manual de instruções. Propõem maquinações peculiares sobre o meio artístico e o universo tecnológico. Relacionam a sua prática criativa com o lúdico, com a educação, com o social, com a invenção, com as mãos na massa e os pés no chão. Atuam sobre as máquinas para transformar as máquinas em ações.

FRED PAULINO

Idealização e curadoria: Fred Paulino
Produção executiva: Sara Moreno, Gabriela Carvalho
Produção: Casa Camelo
Assistente de produção: Eloá Mata
Projeto expográfico: Paulo Waisberg, Clarissa Neves
Montagem cenotécnica e iluminação: Marcos Lustosa
Cenotécnico: Fernando Libânio, Richard Carvalho
Projeto gráfico: Xande Perocco
Revisão de textos: Cláudia Rezende (Bontexto)
Assessoria de imprensa e mídias sociais: Val Prochnow, Clara Guimarães
Assessoria jurídica: Laura Gomes Castanheira
Assistentes de montagem de obras: Birimbica Potter, Laura Pessoa e Gilberto Macruz (Credo); Mariana Zani e Kid Azucrina (Projeto Parede);
Thiago Hersan (Máquina de Antônimos); Trotta (Homenagem aos Reparadores dos Moedores de Chocolate)
Monitores: Priscila Portugal, Bruno Gomes
Transporte e armazenamento de obras: Vanguardian