MAQUINAÇÕES RIO

Artistas, máquinas e a invenção do cotidiano

Primeira edição da coletiva Maquinações (Gambiólogos 3.0), a exposição propõe uma reflexão sobre a criação e uso de máquinas por artistas. Os participantes são criadores de engenhocas não-necessariamente funcionais e atuam na intersecção entre arte, ciência, tecnologia e vida.

Curadoria: Fred Paulino

Local: Centro Cultural Oi Futuro – Rio de Janeiro
Data: 04/06 a 05/08/2019

Artistas participantes


Abraham Palatnik • Azucena Losana • Daniel Herthel • Ganso • Guto Lacaz • Juliana Porfírio & Neville D’Almeida • Lina Lopes & Giovanna Casimiro • Motta & Lima • Milton Marques • Paulo Nenflídio • Peter Fischli & David Weiss • Sara Lana • Zaven Paré

GALERIA DE VÍDEOS


por Alexandre Baxter (Alicate)

ARTISTAS, MÁQUINAS E A INVENÇÃO DO COTIDIANO

Até meados dos anos 1980, a criação em arte eletrônica era baseada em trabalhos que operavam sobre plataformas analógicas – desde os televisores, antenas e suas transmissões até as mídias analógicas de gravação, como as fitas cassete ou Betamax.

A partir da década de 1990, essa produção passa a operar majoritariamente sobre o ambiente digital. A digitalização do audiovisual, junto à universalização dos computadores e do acesso à internet, fazem migrar essa produção quase integralmente para o mundo binário e, mais recentemente, para o ambiente da computação móvel.

No entanto, em pleno 2018, após o boom da internet e em meio ao caos das redes sociais, há artistas que, mesmo incorporando a tecnologia em seus trabalhos, têm demonstrado um interesse cada vez maior no uso de soluções analógicas, mecânicas, improvisadas e de baixo custo. São criadores que desenvolvem obras tecnológicas em ambiente offline, não algorítmico, “desvirtual”. Não abrem mão de atuar sobre os aparatos técnicos (e jogar com os mesmos), mas propõem novas possibilidades sobre o seu uso, muitas vezes subvertendo a própria função dos componentes originais. De certa maneira, eles apostam na interação, e não na interatividade, e, com isso, sugerem uma lida mais humana com a tecnologia.

Esses “inventistas” atuam na interseção entre arte, ciência, tecnologia e vida. Transformam seus ateliês em oficinas, suas oficinas em laboratórios, seus laboratórios em extensão do seu viver. A partir da (des)construção de engenhocas, sistemas inexatos, traquitanas com ou sem utilidade, eles estimulam a simbiose humana com a técnica e apresentam uma arte sem manual de instruções. Propõem maquinações peculiares sobre o meio artístico e o universo tecnológico. Relacionam a sua prática criativa com o lúdico, com a educação, com o social, com a invenção, com as mãos na massa e os pés no chão. Atuam sobre as máquinas para transformar as máquinas em ações.

FRED PAULINO

Idealização e curadoria: Fred Paulino
Produção executiva: Sara Moreno
Produção: Fabiana Gomes
Produção local: Victor Domingues Venâncio
Projeto expográfico: Paulo Waisberg e Clarissa Neves
Cenotécnico e montagem: Marcos Lustosa, Richard Carvalho, Fernando Libânio
Projeto gráfico: Xande Perocco
Web design: Julião Villas
Fotografia: Adriano Rodrigues
Produção audiovisual: Alexandre Baxter
Texto para catálogo: André Mintz
Assessoria de imprensa e mídias sociais: Luciana Bento (Pauta Positiva)
Assessoria financeira: Sílvia Batista e Ângelo Batista (Proart Minas)
Assessoria jurídica: Laura Gomes Castanheira
Assistentes de montagem de obras: Arthur Bittar, Laura Potter Pessoa, Nickolas Borba, Thiago Hersan
Estrutura “Balanços InterAfetivos”: Marimba
Oficinas: Azucena Losana | Lina Lopes & Giovanna Casimiro
Monitores: Ana Julia Ferreira e Pedro Lira

Instalação audiovisual para obra de “The Way Things Go” (Fischli & Weiss):
Concepção: Paulo Waisberg
Execução: Leandro Aragão

Performance “Corpo Utópico”:

OBRA E PERFORMANCE: JULIANA PORFÍRIO E NEVILLE D’ALMEIDA
BAILARINA: PATRÍCIA NIEDERMEIER
PROJEÇÃO A LASER: LUCAS DE JESUS
COORDENAÇÃO ELETRÔNICA: EDUARDO PESSOA